Brasileiros no Japão trabalham 12h/dia

O número de brasileiros caiu depois da crise econômica global de 2008. Havia 317 mil brasileiros no Japão no ano da crise. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil estima que mais de 50 mil pessoas retornaram ao país entre 2008 e 2009.

A partir de 2010, o número se manteve praticamente estável, em razão de alguns fatores, avalia Angelo Ishi, professor de sociologia da Musashi University, em Tóquio. Veja no gráfico abaixo:

Brasileiros no Japão

Número de brasileiros no país asiático se manteve estável na última década

Imigrantes brasileiros no país asiático, em milhares

317

267

210

Mar/2008

Dez/2009

Jun/2023

Gráfico: Estadão Fonte: Agência de Serviços de Imigração e Ministério das Relações Exteriores

Uma das razões é o fato de o Japão buscar mão de obra de diversas nacionalidades, como indonésios, filipinos, malasianos e vietnamitas. Com isso, o imigrante brasileiro passa a disputar mais espaço no mercado de trabalho com outros profissionais estrangeiros.

Foi a partir da flexibilidade que o Japão permite para descendentes que Leonardo Tangoda agilizou a admissão dele e da companheira Fernanda Pires. Por ser da 3ª geração – o avô é japonês -, o jovem tem mais facilidade de ter o visto aceito devido às legislações. Ele viveu uma parte da infância no país com a família. Já no Brasil, o desejo de retornar chegou no início da vida adulta.

Ambos moravam no interior de São Paulo, em Matão. Como educadora física, Pires precisava trabalhar em várias academias da cidade para incrementar a renda mensal. Ela ganhava em torno de R$ 12 por hora trabalhada. A depender de quantos aulas conseguia, no final do mês, a remuneração não alcançava R$ 1 mil.

Do lado de Tangoda, a vida financeira também não ia bem. Na época, trabalhava como balconista de uma farmácia. Foi quando decidiram, juntos, trocar a rotina no Brasil pela “terra do sol nascente”.

A mudança aconteceu em 2022. Ainda no Brasil, conseguiram emprego em uma empreiteira que produz componentes para eletrônicos na cidade de Izumo, localizada na província de Shimane, a mais de 700 quilômetros de distância de Tóquio. Eles migraram com visto de trabalho.

O intermédio foi feito através de uma agência de recrutamento. A prática é comum entre profissionais brasileiros que vão para o Japão trabalhar em fábricas.

Quando desembarcaram no país asiático, a realidade foi dura. O casal trabalhava no turno da noite, com uma jornada de 12 horas e apenas 45 minutos de intervalo. Desde então, os dois desempenham a função de operadores de máquinas.

EMPREGOS NO JAPÃO

Fonte Terra

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